domingo, 7 de setembro de 2014

Quintal da minha infância

Quem  nunca sonhou em ter um quintal? 
Pois saiba que sonho com um toda vez que quero ter contato com o "planeta solo"
talvez seja  algum tipo de fixação que tenho depois que passei a morar em apartamento, onde o maior contato com o solo seria atravessar a ruas da av paulista sendo que trata-se de uma cidade grande, ops!! grande não, IMENSA!! 
É certo que nos dias de hoje morar em edifícios se tornou muito mais seguro em relação a casas, que apesar de darem a sensação de maior liberdade e espaço não apresentam mais aquela segurança de tempos atrás, onde as casas tinham muretas que dividiam a rua do seu viver mais íntimo e serviam de banquinhos de apoio  para largas conversas com as amigas na minha adolescência.
Você já teve a oportunidade de passar em frente a uma "casa" e sentir o cheirinho do bolo assando no forno? tendo a nítida sensação de que naquela casa mora gente feliz?Hoje as portas se trancam a sete chaves e deixam tudo muito frio e distante da época que ser feliz era compartilhar um final de tarde com muitas risadas no portão de casa .
Toda casa que se preze tem um quintal, por menor que seja, lá é onde o sol se deleita, posso parecer romântica demais, mas é tambem lá que os passarinhos dão uma passadinha para ver se conseguem ganhar um pedacinho de pão.
Todas as melhores brincadeiras de infância acontecem no quintal, as cabanas improvisadas com caixas de papelão, ligar o esquicho jogar sabão no chão e esccorregar feito avião,  rodar, rodar e olhar para o céu era motivo de grande alegria vendo o mundo girar...só mesmo lá fora no quintal!!


Existem quintais de todas as maneiras e para todos gostos, o meu  particularmente não precisa ser grande não, basta ter um pequeno espaço onde o sol me diga bom dia, um vaso de margaridas, um canteiro de manjericão para eu poder rir da vida numa rede tecida a mão.


BY VIVIAN RIBEIRO

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